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12 de janeiro de 2013

O Monstro

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O monstro chorava sentado na montanha onde o mundo o isolara.
Suas lágrimas causavam uma tempestade lá em baixo.
Ele cansara de ser monstro. Queria ser gente, animal, coisa... Menos monstro, porque monstros têm o terrível destino da solidão.
Seus pulmões ainda estavam cheios pela mágoa, a chuva duraria uma eternidade.
Ele não queria ser monstro, nunca quis. Não fora ele quem escolhera esta vida.
Por ser diferente, por ser ele mesmo, era monstro. Mas não conseguiria ser como os outros seres humanos, já tentara e seu coração malvado de monstro doera.
Seu coração ruim desejava o bem dos outros, sonhava que ao menos suas lágrimas causadas pela tristeza pudessem servir de ajuda à humanidade. Mas que horrível ele era, se importar com quem não se importava com nada, não é mesmo?
O monstro, que carregava o sonho de ser amado, de poder amar e distribuir carinho, não foi aceito. Teria que ser monstro para sempre porque não conseguia abandonar suas idéias terríveis de salvar o mundo.
O monstro se calou. Seu choro foi interrompido quando resolveu se jogar da montanha e assim, nasceu o oceano. Mas o que o monstro não sabia, é que longe havia outros monstros. Monstros que partiram causando os desertos pela falta de suas lágrimas de lamentação e monstros que se juntaram para transformar humanos em monstros e assim, tentar transformar o mundo em um lugar terrivelmente lindo.

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