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27 de fevereiro de 2010

Como no mundo dos sonhos

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Eu me perdi entre as paredes derretidas do labirinto e tentei sair, mas pareciam tão profundas, tão intermináveis.
Gritei! E muito... Chamei pelo seu nome, em seu nome e por todos.
Não sei o que aconteceu, mas não pereci na perdição.
Fui levada para preencher as lacunas como taboas em falso, mas não me encaixei e por isso me jogaram fora.
Tentei plantar sementes que não germinavam, aquelas muitas sem brilho algum. 

Procurei pelo caminho de volta e um pássaro de fogo sorriu para mim. Eu até o seguiria, se pássaro mesmo fosse e não nadasse, quando o vi mergulhar bem no fundo de um mar vermelho. Seria um peixe afinal, ou um pássaro querendo apagar suas chamas?
Não havia outro caminho e voltar estava fora de cogitação, então toquei o mar com os pés e ele mudou de cor. Do vermelho mais vibrante para o lavanda sereno se tornou. Um aviso me informou que o mar se chamava vida e refletia a cor da sinceridade de cada um que ali passava, e foi quando mergulhei no mar e senti tocar as estrelas do céu, que o mundo tinha virado de ponta cabeça e eu percebi que não estava sonhando.

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