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10 de março de 2010

Chaveiro de bolso

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Ela fugiu, correu sem direção procurando por um horizonte onde exista perdão.
Você a feriu tão grave, do jeito mais irrecuperável e menos letal.
Só queria sentir a doçura da maçã e o macio do algodão, o frescor do limão e sair do chão.
Leve-a com você! Como um chaveiro de bolso.
Não a derrube, a escolha, remende, e acolha.
Ela está caindo agora, em um lugar estranho sem saber onde vai terminar.

Coisas voando, mitos cantando, livros gritando de um parágrafo grifado.
Aquilo a acertou tão fundo e já havia entrado dentro da própria alma.
Suas lágrimas caíram em gotas demasiadas e ela se afogou.
Uma mão de esperança a salvou tão bravamente, mas foi repentina sua fuga. Não se lembra do rosto nem da voz, mas o toque de suas mãos era acolhedor.
Ela buscou arriscar uma salvação em um barquinho de papel, descobriu a transparência de coisas encobertas pela mentira, não odiou todas as rosas e deixou de desejar ser apenas um simples chaveiro de bolso.

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