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4 de abril de 2010

O homem que guardava rosas

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Ele acordava todas as manhãs para podar as rosas e colhia a mais perfeita delas, para alguém que sabia que um dia encontraria.
Guardava-as mesmo sabendo que não durariam, mas acreditava que mesmo murchas, sua esperança as eternizariam.
Ele era jovem, um sonhador. Sonhava alto, mas não ambicioso. Sonhava com o amor.
Um dia, uma bela moça para ele sorriu, fazendo seu coração palpitar três vezes acelerado.
“Finalmente!” – Ele pensou. Finalmente teria a quem entregar as suas rosas.
E essa bela moça também sonhava alto, mas digamos que seus sonhos peculiares eram um tanto extravagantes. Jurou que o dono das rosas seria dono também de seu amor, se a mais brilhante e alta estrela do céu ele buscasse e, em uma caixa de âmbar cristalizado, a entregasse.
Ele mandou construir a maior escada e tentou subir na mais alta montanha que conhecia, mas tudo que conseguiu foi o fracasso.
O dono das rosas, revoltado, desejou que as estrelas caíssem do céu para ter sua amada enfim, mas não percebeu que seu amor cego havia mudado seus sonhos, tornando-o um homem de sonhos breves e ambiciosos.
As estrelas do céu caíram apagadas e sem brilho. Sua amada não as quis.
Ele chorou um dia para cada rosa que guardou e ganhou um pedido que usou para recolocar as estrelas no lugar.

Assim que todas elas voltaram a brilhar, ele conheceu uma colecionadora de rosas que acreditava no amor. Seu coração palpitou outras três vezes e ele continua a sonhar até hoje, mas dessa vez, ao lado da moça que o faz feliz, dona de suas novas rosas.

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